Por Adrielle Kawahara
A força e a honra são os seus vestidos, e ela sorri diante do futuro. (Provérbios 31:25)

Você já sentiu que, mesmo deitada (o) em uma cama confortável, sua mente não para e o descanso não vem? A verdade é que não há repouso para o corpo quando o coração está em guerra. A aflição é uma ladra de paz; ela projeta medos sobre o amanhã e nos faz esquecer das promessas de ontem.
O ser humano, em sua busca religiosa, muitas vezes tenta atrair a atenção divina por meio de sacrifícios externos, títulos eclesiásticos ou obras meritórias. No entanto, as Escrituras revelam que o "radar" de Deus não é acionado pelo que fazemos para Ele, mas pela confiança que depositamos n’Ele.
O texto de Hebreus 11:6 estabelece algo importantíssimo e espiritual inegociável: a fé é o único canal de acesso ao coração do Criador. A primeira lição fundamental é que a fé não é uma alternativa mística para o cristão; é uma exigência vital. O autor de Hebreus afirma categoricamente que, sem ela, é "impossível" agradar a Deus.
Essa impossibilidade reside no fato de que a fé se sustenta em dois pilares inabaláveis: a convicção da existência de Deus e a certeza de Sua justiça como recompensador. Quem se aproxima de Deus duvidando de Sua natureza ou de Sua bondade fragmenta a própria alma. Como alerta o apóstolo Tiago, a dúvida transforma o indivíduo em uma "onda do mar", vulnerável às circunstâncias. A fé que Deus procura é aquela que serve de âncora, permanecendo firme mesmo quando o "tempo bom" desaparece.
Que a graça de Deus esteja com todos nós;
Adrielle Kawahara
Quando Jeremias escreveu essa palavra o povo de Deus havia sido cativos para a Babilônia. Era um tempo difícil, que não duraria um dia, dois anos e sim 70 anos. Eles tinham perdido sua terra, suas casas e o Templo. Eles eram escravos em uma cultura pagã. Eles estavam passando pelo deserto.
Mas Deus falou com eles através de Jeremias, pelo qual levou esperança. Atravessar um deserto não é apenas uma prova de resistência, mas um exercício de visão. Muitas vezes, a dor do momento tenta embaçar nosso entendimento, mas é fundamental compreender que, quando temos esperança nos momentos difíceis, passamos a compreender os planos de Deus.
O deserto não é um lugar de abandono, é um lugar de revelação. Em Jeremias 29:11-13, o Senhor nos dá uma garantia poderosa: os pensamentos d’Ele a nosso respeito são de paz e não de mal. Ele nos promete um futuro e uma esperança, mas nos faz um convite: o de buscá-Lo de todo o coração. É nessa busca que o deserto deixa de ser um lugar de sede e passa a ser um lugar de encontro.
Talvez você se pergunte como "todas as coisas" podem cooperar para o seu bem, como diz em Romanos 8:28. A resposta está no entendimento de que Deus não desperdiça nenhuma dor.
O "bem" de Deus nem sempre é o conforto imediato, mas sim o amadurecimento do nosso propósito. José do Egito é a prova viva de que o deserto é uma escola de governo. Ele compreendeu o processo perfeitamente.
Os irmãos de José, que eram as pessoas de perto e quem mais deveriam amá-lo, foram justamente aqueles que o traíram e o jogaram no poço. Eles tentaram matar o sonho, mas não sabiam que o sonho não pertencia a José, mas a Deus.
Enquanto as pessoas de perto falharam, Deus moveu o cenário. Ele usou Faraó — alguém de fora, um estrangeiro — para reconhecer o valor de José e colocá-lo no trono. Ao olhar para trás em Gênesis 50:20, José declara: "Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o tornou em bem". Ele entendeu que a traição dos irmãos não foi um erro, mas o transporte que Deus usou para levá-lo ao seu destino.
Sabe por que, muitas vezes, não entendemos o que está acontecendo?
Porque a nossa visão é limitada ao "agora", mas a de Deus alcança a eternidade. Em Isaías 55:8-9, o Senhor nos lembra que os Seus pensamentos e caminhos são muito mais altos que os nossos. O que para nós parece um desvio cruel, para Deus é a rota principal.
Talvez você se pergunte como "todas as coisas" podem cooperar para o seu bem, como diz em Romanos 8:28. A resposta está no entendimento espiritual. O "bem" de Deus nem sempre é o conforto imediato, mas sim o amadurecimento do nosso propósito.
José do Egito é o maior exemplo disso. Ele compreendeu o processo. Ao olhar para trás em Gênesis 50:20, ele não viu apenas a traição de seus irmãos ou a injustiça da prisão; ele viu a mão de Deus. Ele entendeu que o que os homens planejaram para o mal, Deus tornou em bem. José só chegou ao governo porque passou pelo deserto.
Sabe por que, muitas vezes, não entendemos o que está acontecendo?
Porque a nossa visão é limitada ao agora, mas a de Deus alcança a eternidade. Em Isaías 55:8-9, o Senhor nos lembra que os Seus pensamentos e caminhos são muito mais altos que os nossos. O que para nós parece um desvio, para Deus é a rota principal.
Por isso, descanse na promessa do Salmo 138:8. Seja na versão Almeida (ARC), que diz que o Senhor aperfeiçoará o que nos diz respeito, ou na versão NVT, que garante que Ele cumprirá o Seu propósito em nós, a certeza é a mesma: Deus não deixa obras inacabadas.
Lembre-se sempre: Deus usa pessoas de longe para fazer o que pessoas de perto não fizeram! O PROJETO É DE DEUS.
Se a ajuda não veio de onde você esperava, ou se o apoio de quem está perto falhou, não desanime. Se o projeto é de Deus, Ele moverá quem for necessário, de onde for preciso, para fazer cumprir a Sua vontade na sua vida. A fidelidade do Senhor não depende da aprovação dos homens, mas da soberania d’Ele.
Mantenha a esperança. O seu deserto está revelando o tamanho do projeto que Deus tem para você.
Que a Graça de Deus esteja com todos nós; Adrielle Kawahara
Em tempos de crise e cativeiro, o coração é tentado a criar narrativas de sobrevivência que nem sempre são verdadeiras. Como Cristãos precisamos nos atentar a tudo. Cuidado para não ser enganado por sentimentos que não existem.
Naquele tempo, o povo estava exilado e o trauma é coletivo, imagina um povo cheio de amarguras?! Jamais teriam paz e venceriam o cativeiro. Quando não tratamos nossas inseguranças e rejeições passadas, passamos a interpretar a realidade de forma distorcida, exatamente como quem vive sob constante ameaça.
O perigo do coração enganoso é que ele cria uma lente de defesa:
Assim como o povo no exílio poderia se fechar em amargura, o coração enganoso nos convence de que somos sempre o alvo.
A pessoa passa a acreditar na própria narrativa e, por medo de ser ferida novamente, cria muros, impedimento de viver os planos que Deus tem para ela.
Assim ela:
- Não ouve conselhos: Todo direcionamento soa como controle;
No entanto, Deus nos ensina que a maturidade espiritual trás cura. Especialmente em tempos difíceis. Ela te faz entender que nem tudo o que sente é verdade.
O homem espiritual discerne além das aparências (1 Coríntios 2:15).
Quem amadurece no Espírito para de reagir ao que "acha", baseado nos traumas do cativeiro emocional e começa a agir pelo que Deus diz. O discernimento nos protege de transformar aliados em inimigos e de ver inveja onde há apenas a vida acontecendo.
Entenda que assim como Deus tinha Planos para aquele povo cativo, Deus tem para você. Deus tinha planos de paz e não de mal. Mas, para enxergar esses planos, o povo precisava guardar o coração para não ser enganado pela própria dor.
Não deixe que seus traumas editem a sua realidade. Peça a Deus o discernimento para separar a perseguição real das sombras criadas por um coração que ainda precisa de cura.
Que a graça de Deus esteja com todos nós
Adrielle Kawahara